Sessenta e seis. É o número de questões do segundo dia do Enem, de 2022 a 2025, que mandam o candidato olhar para um gráfico, um quadro, uma tabela ou um infográfico, com essas palavras no enunciado. São 43 de Matemática e 23 de Ciências da Natureza, pela contagem que fizemos nos cadernos oficiais do Inep. Gráficos e tabelas no Enem, portanto, não são um assunto: são o formato em que um quarto da prova de Matemática chega até você. A pergunta que esse número levanta é outra. Se tanta questão depende de ler dado, por que tanta gente erra a leitura e não a conta?

Resumo rápido:

  • Onde está: 43 das 180 questões de Matemática e 23 das 180 de Natureza de 2022 a 2025 citam gráfico, quadro, tabela ou infográfico no texto.
  • O nome que a prova usa: “quadro” aparece em 27 dessas questões; “tabela”, em só 4. Quem procura “tabela” no caderno perde a maioria.
  • O que a Matriz pede: a Competência 6 de Matemática inteira é sobre ler gráficos e tabelas, prever tendência, extrapolar e interpolar.
  • Onde se erra: na unidade do eixo, na coluna que já é uma razão, na porcentagem lida como quantidade e na escolha do gráfico pela aparência.
  • O treino: um plano de quatro semanas para gráficos e tabelas no Enem, com as questões oficiais listadas por número, no fim do artigo.
Faça e evite

Leitura de gráficos e tabelas no Enem

Faça

  • Escreva a unidade ao lado do número: milhar de real, bilhão de dólares, %
  • Marque se a coluna é quantidade ou razão (por vaga, por hora, por hectare)
  • Leia o comando antes de calcular: total, comparação, medida ou previsão

Evite

  • Somar uma coluna de candidatos por vaga como se fosse gente
  • Escolher o maior valor absoluto quando a pergunta é relativa
  • Marcar a média quando o comando pediu a mediana

Quantas questões de gráficos e tabelas no Enem caíram de 2022 a 2025

O método primeiro, porque número sem método não vale nada. Lemos o caderno amarelo de 2022 e o azul de 2023, 2024 e 2025, sempre do segundo dia, questões 91 a 180. Um programa marcou toda questão cujo texto usa “gráfico”, “quadro”, “tabela” ou “infográfico”. Depois lemos as marcadas uma a uma. Três saíram: uma falava de “quadros de hipertensão”, outra de um quadro pendurado na sala de estar e a terceira do “quadro de funcionários” de um hospital. Sobraram 66.

Edição (caderno)MatemáticaNaturezaTotal
2022 (amarelo)10 de 459 de 4519
2023 (azul)12 de 455 de 4517
2024 (azul)11 de 454 de 4515
2025 (azul)10 de 455 de 4515
2022 a 202543 de 18023 de 18066 de 360

Em Matemática, a proporção é estável: entre 10 e 12 questões por ano, perto de uma em cada quatro. Em Natureza oscila mais, de 9 em 2022 para 4 em 2024. A conta do total fica assim:

43180 ≈ 0,24   ·   23180 ≈ 0,13
Peso de gráficos e tabelas no Enem de 2022 a 2025. Matemática: cerca de 24% das questões citam gráfico, quadro, tabela ou infográfico. Natureza: cerca de 13%.

O que o número não diz

Essa contagem de gráficos e tabelas no Enem é um piso. Ela só enxerga a palavra escrita. Um gráfico que aparece como imagem, sem o enunciado dizer “o gráfico”, fica de fora. O primeiro dia mostra bem o limite: nas 340 questões de Linguagens e Humanas que lemos (caderno azul, questões 6 a 90), só duas nomeiam o recurso no texto, um infográfico em 2022 (questão 45) e um gráfico em 2023 (questão 76). Isso não prova que Humanas não usa gráfico. Prova que lá ele costuma vir sem nome, e que a contagem por palavra não serve para aquela prova.

Outro detalhe que o número esconde: o Inep chama de “quadro” quase tudo que a escola chama de tabela. Nas 66 questões, “gráfico” aparece em 35, “quadro” em 27, “tabela” em 4 e “infográfico” em 2 (uma questão pode usar mais de uma palavra). Para quem estuda gráficos e tabelas no Enem pelo caderno oficial, a busca certa começa por “quadro”.

O que a Matriz de Referência pede sobre gráficos e tabelas no Enem

A distribuição das 45 questões de Matemática segue sete competências da Matriz de Referência do Inep. A sexta é a que trata de gráficos e tabelas no Enem. O texto oficial diz: “Interpretar informações de natureza científica e social obtidas da leitura de gráficos e tabelas, realizando previsão de tendência, extrapolação, interpolação e interpretação”. Três habilidades detalham isso:

  • H24: usar informações de gráficos ou tabelas para fazer inferências.
  • H25: resolver problema com dados apresentados em tabelas ou gráficos.
  • H26: analisar essas informações como recurso para construir argumentos.

Repare nos verbos da competência. “Previsão de tendência” e “extrapolação” querem dizer que a prova vai pedir um valor que não está no gráfico, e sim depois dele. É o caso de uma loja de roupas em 2022 (questão 180), em que o gráfico mostra vinte dias de vendas e a pergunta quer saber quanto vai faltar no trigésimo.

Em Natureza, o tema aparece dentro da Competência 5 (“Entender métodos e procedimentos próprios das ciências naturais e aplicá-los em diferentes contextos”), na H17, que pede relacionar informações apresentadas em diferentes formas de representação, entre elas gráficos e tabelas. O formato é o mesmo: o quadro traz o dado e o conteúdo de Química, Física ou Biologia faz a ponte até a resposta.

Gráficos e tabelas no Enem: mão com caneta transparente seguindo a linha de um gráfico no caderno de prova

Os 5 passos para ler gráficos e tabelas no Enem antes de fazer qualquer conta

Nas oito questões oficiais resolvidas neste guia, as alternativas-armadilha nascem antes da conta, no momento em que o candidato bate o olho no quadro e decide o que cada número significa. É o erro mais barato de evitar em gráficos e tabelas no Enem. Os cinco passos abaixo tomam uns vinte segundos e cortam esse erro na raiz:

  1. Título e fonte: do que o gráfico fala, de onde e de quando.
  2. Unidade: real, milhar de real, bilhão de dólares, porcentagem, micrograma. Escreva a unidade ao lado do número que for usar.
  3. O que cada coluna ou eixo mede: em especial se é uma quantidade ou uma razão (“por vaga”, “por hora”, “por hectare”).
  4. O comando: a última frase antes das alternativas diz se a questão quer um total, uma comparação, uma medida ou uma previsão.
  5. A conta mínima: só depois de 1 a 4, e só com os números que o comando pede.

Uma questão de 2022 (caderno amarelo, questão 168) mostra por que o passo 3 existe. O quadro traz seis cursos, o número de vagas e o “número de candidatos por vaga”. A pergunta: quantos candidatos se inscreveram no processo seletivo?

CursoVagasCandidatos por vagaCandidatos
Administração306180
Ciências Contábeis406240
Engenharia Elétrica507350
História308240
Letras254100
Pedagogia255125

A terceira coluna não é uma quantidade de gente. É uma razão, candidatos divididos por vagas. Para voltar à quantidade, multiplica-se curso a curso e só então se soma:

30·6 + 40·6 + 50·7 + 30·8 + 25·4 + 25·5
180 + 240 + 350 + 240 + 100 + 125 = 1 235
Resposta D, 1 235 candidatos, igual ao gabarito oficial. A última coluna da tabela acima foi acrescentada por nós. Escrever essa coluna que falta já resolve a questão.

As alternativas erradas contam a história de cada leitura apressada. Quem somou as vagas marcou 200 (alternativa A). Quem tirou a média simples dos candidatos por vaga (36 ÷ 6 = 6) e multiplicou pelas 200 vagas chegou a 1 200 (C). Quem somou a coluna de razões e multiplicou pelo total de vagas, 36 vezes 200, marcou 7 200 (E). Três alternativas, três jeitos de tratar uma razão como se fosse uma quantidade.

1
2
3
Redação na rota

Redação corrigida pelas 5 competências em até 24h.

A correção não fica solta num canto: a competência que derrubou a sua nota vira alvo na rota dos próximos dias, junto com o resto do seu estudo.

Quadro de preços: o menor valor por hora nem sempre é o menor custo

Um formato frequente de gráficos e tabelas no Enem de Matemática é o quadro de comparação: lojas, planos, autoescolas, profissionais. A armadilha aqui é escolher pela coluna que chama atenção. Em 2022 (questão 146), cinco operários informam preço por hora, gasto diário com transporte e horas até terminar o serviço. A pessoa quer gastar o mínimo.

OperárioPreço por hora (R$)Transporte por dia (R$)HorasSó a mão de obra (R$)
I12008960
II180061 080
III1702061 020
IV110109990
V1100101 100

Os dois operários mais baratos por hora, IV e V, não vencem. O V cobra 1 100 reais no total. O IV já passa de 960 só com a mão de obra, antes de somar qualquer dia de transporte. O operário I sai por 960 reais e não cobra transporte, então ganha sem que a gente precise saber quantos dias o serviço dura. Resposta A, conferida com o gabarito.

custo = preço por hora × horas + transporte × dias
I: 120 × 8 + 0 = 960   ·   IV: 110 × 9 + 10 × dias = 990 + …
O quadro não diz quantos dias o serviço leva, e não precisa: em qualquer caso o operário IV passa dos 960 reais do operário I.

O mesmo raciocínio aparece em 2023 (questão 137), agora com média. Uma empresa tem 75 funcionários na produção ganhando 2 000 reais e 25 na administração ganhando 7 000. A média dos 100 salários:

média = 75 · 2 000 + 25 · 7 000100 = 150 000 + 175 000100 = 3 250
Resposta C, 3 250 reais. A alternativa D, 4 500, é a média dos dois salários sem pesar quantas pessoas ganham cada um.

Quando a tabela pede média, mediana ou moda

Nas questões de gráficos e tabelas no Enem de Matemática, 11 das 43 dependem de média, mediana ou moda a partir de um quadro ou gráfico. É um terreno em que a alternativa errada quase sempre é outra medida correta, calculada para a pergunta errada. A de 2022 (questão 173) traz uma tabela de frequência: quantas famílias de uma região têm 0, 1, 2, 3, 4 ou 5 crianças. O comando pede a mediana.

Crianças por família012345
Famílias (frequência)10040020015010050
Acumulado1005007008509501 000

A linha “Acumulado” é a ferramenta. São 1 000 famílias, então a mediana é a média entre a 500ª e a 501ª família na fila ordenada. A 500ª ainda está no grupo de 1 criança; a 501ª já está no de 2.

mediana = 1 + 22 = 1,5
média = 0·100 + 1·400 + 2·200 + 3·150 + 4·100 + 5·501 000 = 1 9001 000 = 1,9
Resposta B, 1,5, igual ao gabarito. A média, 1,9, é a alternativa C; a moda, 1 criança, é a A.

A prova repete o desenho em outras questões de gráficos e tabelas no Enem. Em 2024 (questão 154), com o tempo de leitura de seis contratos, a média dá 19,8 minutos (C, a correta), a mediana dá 15 (B) e a moda dá 13 (A). Em 2025 (questão 142), com a velocidade de internet de dez cidades, o comando pede a mediana, 380 (C), enquanto a média, 370, e a moda, 390, estão ali como alternativas B e D. O que decide não é saber calcular as três. É ler no comando qual delas foi pedida. As diferenças entre as três medidas estão no nosso guia de estatística no Enem; aqui o foco é a leitura do quadro.

Gráficos e tabelas no Enem de Natureza: o quadro é só a porta de entrada

Em Ciências da Natureza, das 23 questões de gráficos e tabelas no Enem da contagem, 13 usam a palavra “quadro”. A diferença para Matemática é o que vem depois da leitura: o dado sozinho não fecha a questão, e é o conteúdo da disciplina que faz a ponte. Três exemplos resolvidos:

Meia-vida: o valor que está depois do quadro (2022, questão 130)

O quadro acompanha 12 microgramas de iodo-131 por 14 dias. No dia 0, 12,0; no dia 8, 6,0; no dia 14, 3,6. A pergunta pede a massa depois de 40 dias, que não está no quadro. É a extrapolação que a Matriz cita, e o exemplo mais limpo dela entre os gráficos e tabelas no Enem de Natureza. O quadro entrega a meia-vida, 8 dias, porque a massa cai à metade nesse intervalo.

40 dias ÷ 8 dias = 5 meias-vidas
12 · 12⁵ = 1232 = 0,375 µg ≈ 0,4 µg
Resposta D. A alternativa A, 2,4 µg, é 12 dividido por 5: trata cada meia-vida como uma fatia igual, e não como uma metade do que sobrou.

Eletronegatividade: a coluna ao contrário (2023, questão 121)

O quadro dá a eletronegatividade de cinco metais, do potássio (0,82) ao ferro (1,83), e diz que o oxigênio tem 3,44. A questão quer a ligação de maior caráter iônico com o carboxilato. Quanto maior a diferença de eletronegatividade, mais iônica a ligação; então vence o menor valor do quadro, o potássio (alternativa A). Quem procura o maior número da coluna marca ferro, a última alternativa.

Biologia: da linha do quadro à doença (2025, questão 129)

O ácido úsnico foi testado contra larvas de Aedes aegypti (baixa eficiência), bacilo de Koch (média), moluscos aquáticos adultos (alta), larvas de pernilongo (média) e vermes platelmintos (ineficiente). Para qual doença ele é mais indicado? O quadro aponta a linha “alta eficiência”, moluscos aquáticos. A Biologia completa: o caramujo aquático é hospedeiro intermediário do verme da esquistossomose. Resposta A. Dengue e febre amarela estão entre as alternativas justamente porque o Aedes é o primeiro nome do quadro.

Unidade, escala e dois gráficos juntos: as armadilhas de leitura que mais custam

O exemplo que melhor separa leitura de conta, entre os gráficos e tabelas no Enem que lemos, é de 2022 (questão 143). Dois gráficos mostram, de 2005 a 2013, o aluguel mensal de um imóvel, em reais, e o valor de mercado do mesmo imóvel, em milhar de reais. A rentabilidade é o aluguel dividido pelo valor. Em que ano ela foi maior? O aluguel mais alto é o de 2013, 3 240 reais. A rentabilidade mais alta, não.

AnoAluguel (R$)Valor do imóvel (R$)Aluguel ÷ valor
200563090 0000,70%
2007960120 0000,80%
20091 350270 0000,50%
20111 800450 0000,40%
20133 240540 0000,60%
0,70% 0,80% 0,50% 0,40% 0,60% 2005 2007 2009 2011 2013 rentabilidade do aluguel (aluguel ÷ valor do imóvel)
O gráfico que a questão não desenhou: a rentabilidade ano a ano, calculada por nós com os valores lidos nos dois gráficos da prova. O pico é 2007 (alternativa B, a do gabarito), não 2013, o ano do maior aluguel. Absoluto e relativo contam histórias diferentes.

Dois cuidados decidem essa questão. O primeiro é a unidade: 90 no segundo gráfico são 90 mil reais, e esquecer o “milhar” muda a escala da razão, embora aqui não mude a ordem entre os anos. O segundo é a pergunta: “maior rentabilidade” é relativo, e o maior aluguel é absoluto. As outras armadilhas de gráficos e tabelas no Enem que encontramos nos cadernos seguem o mesmo padrão:

  • Dois eixos verticais no mesmo gráfico: em 2023 (questão 151), duas criptomoedas dividem a figura, cada uma com seu eixo em milhar de real. Antes de comparar as linhas, confira em qual eixo se lê cada uma.
  • Porcentagem ao lado de quantidade: em 2025 (questão 147), um gráfico dá a distribuição percentual das matrículas de 2023 e o outro, a quantidade de 2024. A estimativa pede a porcentagem de um aplicada ao total do outro. Para revisar a conta, o guia de porcentagem no Enem tem os casos resolvidos.
  • Unidade no título, e não no eixo: em 2024 (questão 152), o enunciado avisa que os valores de exportação e importação estão em bilhão de dólares. O saldo é exportação menos importação, mês a mês.
  • Quadro incompleto de propósito: em 2025 (questão 165), faltam valores, e o próprio enunciado diz que dava para escolher mesmo assim. Antes de tentar completar tudo, veja se a decisão precisa mesmo do número que falta.

Quando as alternativas são gráficos: descrever antes de olhar

Em 9 das 66 questões de gráficos e tabelas no Enem, as cinco alternativas são os próprios gráficos. Nenhuma em 2022; quatro em 2023, duas em 2024 e três em 2025, entre Matemática e Natureza. Aqui a leitura inverte: a situação vem em palavras e você precisa reconhecer o desenho. O erro típico é olhar as cinco figuras primeiro e escolher a que “parece” certa.

O método que funciona é descrever o comportamento em uma frase antes de olhar as alternativas. Cresce ou diminui? Com velocidade constante, acelerando ou freando? Tem trecho parado? Começa do zero? Veja o exemplo abaixo, montado por nós, sem ser questão do Enem: dois recipientes recebem água com a mesma vazão constante.

cilindro: reta alarga para cima: freia 0 tempo altura da água mesma vazão nos dois; muda só o formato do recipiente
Exemplo nosso, não é questão oficial, mas é o raciocínio das questões de gráficos e tabelas no Enem com alternativas desenhadas. A frase “a altura sobe cada vez mais devagar, porque cada centímetro a mais pede mais água” já elimina toda alternativa com reta ou com curva que acelera.

No cilindro, cada centímetro de altura guarda o mesmo volume, então altura e tempo andam juntos: reta. No recipiente que se alarga para cima, cada centímetro novo exige mais água que o anterior, então a subida freia: curva que começa inclinada e vai deitando. Com essa frase pronta, a escolha entre cinco gráficos vira eliminação. As 9 questões oficiais desse tipo estão na semana 4 do plano abaixo.

Plano de 4 semanas para treinar gráficos e tabelas no Enem com questões oficiais

O plano usa só questões de gráficos e tabelas no Enem da nossa contagem, pelos números dos cadernos oficiais. Atenção: a numeração muda de cor para cor de caderno, então 2022 é o caderno amarelo do segundo dia e 2023 a 2025 são o azul. Os PDFs e gabaritos estão na página de provas e gabaritos do Inep.

SemanaFocoQuestões
1Quadros de comparação e de razão2022: 146, 168 · 2023: 137, 166 · 2024: 139 · 2025: 168
2Média, mediana e moda em quadro e gráfico2022: 153, 173 · 2023: 140 · 2024: 154 · 2025: 142
3Gráficos de linha, tendência e extrapolação2022: 130, 139, 143, 180 · 2023: 151, 156 · 2024: 152, 176
4Alternativas que são gráficos2023: 110, 132, 177, 178 · 2024: 161, 168 · 2025: 127, 135, 169

Como usar cada sessão, de 40 a 50 minutos:

  1. Resolva de 5 a 8 questões da semana escrevendo, antes de qualquer conta, os passos 1 a 4 da leitura: título, unidade, o que cada coluna mede e o comando.
  2. Corrija pelo gabarito oficial e, em cada erro, anote se ele foi de leitura (unidade, coluna, comando) ou de conta.
  3. Para cada erro de leitura, escreva a frase que teria evitado o erro, no mesmo espírito da frase do recipiente acima.
  4. Se a maior parte dos erros for de conta, e não de leitura, a lacuna está na base: frações, porcentagem e média, no guia de matemática básica para o Enem.

Os erros anotados viram material de revisão. Guardar cada um com a questão, o motivo e a frase certa é o que o caderno de erros do Enem organiza, e é o que evita repetir a mesma leitura errada no simulado seguinte.

Perguntas frequentes

Quantas questões de gráficos e tabelas caem no Enem?

Na nossa contagem dos cadernos do segundo dia de 2022 a 2025, 43 das 180 questões de Matemática e 23 das 180 de Ciências da Natureza citam gráfico, quadro, tabela ou infográfico no texto: 66 no total, entre 15 e 19 por ano. É um piso, porque a contagem só encontra a palavra escrita; gráfico que aparece como imagem sem ser nomeado fica de fora.

Qual a diferença entre quadro e tabela nas questões do Enem?

Para a leitura, nenhuma: nas duas o dado vem em linhas e colunas. A diferença é de nome. O Inep usa “quadro” com muito mais frequência. Nas 66 questões contadas, “quadro” aparece em 27 e “tabela” em só 4. Quem busca questões de treino no caderno oficial deve procurar pelas duas palavras.

Gráficos e tabelas caem só em Matemática?

Não. Em Ciências da Natureza, 23 questões de 2022 a 2025 citam gráfico, quadro, tabela ou infográfico, e a Matriz prevê a leitura de gráficos e tabelas na habilidade H17. Em Humanas e Linguagens os gráficos costumam aparecer como imagem sem ser nomeados no enunciado: nas 340 questões do primeiro dia que lemos, só duas usam a palavra.

Posso usar calculadora nas questões com gráfico do Enem?

Não. O Edital nº 64/2026 manda guardar a máquina calculadora no envelope porta-objetos (item 11.1.12). A exceção é a calculadora fornecida pelo próprio Inep ao participante com documento de discalculia aprovado. As contas das questões com gráfico e tabela costumam ser curtas e cabem no rascunho.

Como treinar leitura de gráficos se eu erro muito em Matemática?

Separe o erro de leitura do erro de conta. Antes de calcular, escreva o título, a unidade, o que cada coluna mede e o que o comando pede. Se ao corrigir a maioria dos erros for de conta, reforce frações, porcentagem e média; se for de leitura, repita questões oficiais do mesmo tipo até a frase de leitura sair sozinha.

O que fazer quando as alternativas são gráficos?

Descreva o comportamento em uma frase antes de olhar as figuras: cresce ou diminui, em ritmo constante, acelerando ou freando, se tem trecho parado e se começa do zero. Com essa frase, as cinco alternativas viram eliminação. De 2022 a 2025 foram 9 questões assim, nenhuma em 2022 e as outras entre 2023 e 2025.

Conclusão

Nos cadernos de 2022 a 2025, gráficos e tabelas no Enem estão em 43 das 180 questões de Matemática e em 23 das 180 de Natureza, e esse é o piso, porque a contagem só vê o que está escrito. A Matriz reserva uma competência inteira ao tema e pede mais do que achar um valor: pede tendência, extrapolação e argumento. Nas questões que resolvemos, a alternativa errada quase nunca vinha de uma conta difícil. Vinha de uma razão lida como quantidade, de uma unidade esquecida, da média no lugar da mediana, do maior número escolhido quando a pergunta era relativa.

O que o número não diz é quanto cada uma dessas questões pesa na sua nota, e ninguém fora do Inep sabe. O que dá para medir é a sua taxa de acerto nas questões de gráficos e tabelas no Enem do plano acima, e se o erro foi de leitura ou de conta. Comece pela semana 1 do plano.

Conteúdo produzido pela Equipe Tucano Aprova com apoio de IA e curadoria humana. Fontes oficiais verificadas em 27/09/2026: Inep — Provas e gabaritos do Enem, Inep — Matriz de Referência do Enem, MEC Normas — Edital Inep nº 64, de 21 de maio de 2026 (Enem 2026).